Receitas

Suco verde

Eu sou do tipo de acorda super cedo sem despertador. O sol nasce e eu levanto junto com ele e minhas manhãs são a parte mais criativa e produtiva do meu dia.

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Meu café da manhã preferido é o mais simples possível: pão integral ou tapioca, patê de grão de bico, pesto, grãomelete, smoothie ou o bom e velho suco verde e frutas variadas são algumas das opções que eu como pela manhã. Eu gosto muito de tomar o suco verde, porque me sinto mais leve e me sinto muito bem. A receita do meu suco é feita na centrífuga e é muito flexível, dá pra usar o que tiver na geladeira ou frutas da estação que são mais baratas.

Essa receita é uma em um milhão de combinações que você pode experimentar:

4 folhas de couve manteiga

2 pepinos

5 maçãs

1 cenoura grande (ou 2 pequenas)

1 pedaço de mais ou menos 1cm de gengibre

3 talos de salsão

2 limões sem casca

Lave bem os ingredientes e centrifugue tudo. Adoro tomar esse suco como a primeira refeição do dia. Ele ajuda a acordar o intestino e a acelerar o metabolismo.

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Dicas Fantásticas

Cálcio na alimentação vegana

Vamos falar um pouco sobre o cálcio? – Muitas pessoas pensam no leite como a única ou principal fonte de cálcio existente, mas além de ele ter sido desenvolvido pela natureza especialmente para o bezerro, ele acidifica seu corpo, aumentando a sua perca de cálcio.

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Muitas pessoas evitam o consumo de leite, pois ele contém gordura saturada, colesterol, proteína alergênica, lactose, e traços frequentes de contaminação, ou simplesmente porque elas não se sentem bem após consumir leite e derivados. O leite também é ligado à diabetes tipo 2 e outras condições sérias. Felizmente, existem muitas outras excelentes fontes de cálcio.

Manter os seus ossos fortes depende mais da prevenção da perca de cálcio do seu corpo do que aumentar a sua ingestão. Algumas culturas consomem pouco ou nenhum derivado do leite e normalmente consomem menos do que 500 miligramas de cálcio por dia. Entretanto, essas culturas normalmente tem baixas taxas de osteoporose. Muitos cientistas acreditam que falta de exercício e outros fatores tem mais influência na osteoporose do que a ingestão de cálcio.

Cálcio no corpo

Quase todo o cálcio do corpo está nos ossos. Existe uma pequena quantidade na corrente sanguínea, que é responsável por funções importantes como contração muscular, manutenção do batimento cardíaco e transmissão dos impulsos nervosos.

Nós perdemos cálcio da corrente sanguínea regularmente pela urina, suor e fezes. Ele é renovado com o cálcio dos ossos ou proveniente da alimentação. Os ossos são constantemente desgastados e refeitos. Até os 30 anos mais ou menos, nós fazemos mais ossos do que perdemos. Depois, os ossos tendem a se desgastar mais do que serem feitos. A perda de muito cálcio dos ossos pode levar a ossos fracos ou osteoporose. A velocidade da perca do cálcio depende, em parte, do tipo e da quantidade de proteína que você consome, como também das escolhas alimentares e do estilo de vida.

Reduzindo a perca de cálcio

Um certo número de fatores afetam a perca de cálcio do corpo:
– Dietas com elevado consumo de proteína causam maior perda de cálcio pela urina. A ingestão de proteína animal é mais propensa a causar perca de cálcio do que a ingestão de proteína vegetal. Essa pode ser a maior razão porque vegetarianos tendem a ter ossos mais fortes do que não-vegetarianos.
– Dietas com elevado consumo de sódio (sal) aumentam a perda de cálcio pela urina.
– Cafeína aumenta a taxa à qual o cálcio é perdido através da urina.
– Fumar aumenta a perda de cálcio do corpo.
Um certo número de fatores aumentam a construção óssea no nosso corpo:
– Exercício é um dos mais importantes fatores para a manutenção da saúde óssea.
– Exposição à luz solar (até às 10h, e após às 16h), permite que o corpo produza vitamina D.
– Ingerir uma grande variedade de frutas e vegetais ajuda a manter o cálcio nos ossos.
– Consumir cálcio de fontes vegetais, especialmente de vegetais verde escuros e feijões, fornece um dos blocos de construção para a construção de ossos.

Fontes de cálcio

Exercício e uma dieta com moderada ingestão de proteína irão ajudar a proteger seus ossos. Pessoas que são vegetarianas e que são ativas, provavelmente tem menos necessidade de cálcio. Entretanto, é importante ingerir alimentos ricos em cálcio todos os dias.

Alguns exemplos de cálcio nos alimentos:

Alimento
Cálcio (mg)
Brócolis – 1 xícara, cozido
62
Abóbora – 1 xícara, cozida
84
Cenoura – 2 médias, crua
40
Couve-flor – 1 xícara, cozida
20
Couve-manteiga – 1 xícara, cozida
266
Batata doce – 1 xícara, cozida
76
Feijão preto – 1 xícara, cozido
102
Grão de bico – 1 xícara, cozido
80
Feijão branco – 1 xícara, cozido
120
Lentilha – 1 xícara, cozida
38
Feijão carioca – 1 xícara, cozido
79
Soja (grão) – 1 xícara, cozida
175
Tofu – ½ xícara, cru
253
 *Traduzido do livreto Vegetarian Starter Kit, publicado pela Physicians Committee for Responsible Medicine (PCRM – http://www.pcrm.org – tradução livre: Comissão Médica para uma Prática Responsável)**Sempre faça acompanhamento periódico de sua saúde com um médico.

 

Receitas

Farofa de cenoura

Essa receita é um xodó meu, foi a primeira receita que anotei no meu caderno de receitas e eu aprendi com minha amiga querida Nancy.

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Ela é uma farofa fria (não vai para o fogão), muito prática de fazer e vai muito bem para aquele dia em que você vai receber um batalhão de visitas em casa.

Ingredientes

3 cenouras raladas no ralo grosso

1 cebola picada em cubinhos

1 xícara de farinha de rosca

3 xícaras de farinha de mandioca torrada

1 xícara de óleo de girassol

1/4 de xícara de azeitonas verde e roxa picadas

Vinagre de vinho branco

Orégano e sal a gosto

 

Modo de fazer

Para começar, coloque a cebola e uma pitada generosa de orégano de molho em uma mistura de água com vinagre de vinho branco (também pode ser o de álcool), meio a meio, por uns 15 minutos. Escorra a cebola numa peneira e dê uma lavada para retirar o excesso de vinagre. Agora vem a parte mais difícil da receita: misture todos os ingredientes numa vasilha e acerte o sal. Está pronta a sua farofa! Conserve ela na geladeira até a hora de servir.

 

Receitas

Pesto de tomate com manjericão

 

Eu sou viciada em massas, amo, sou louca alucinada, faço qualquer negócio por um macarrão (!!!!) e adoro variar nos molhos. Esse molho é muito rápido de ser feito e vai impressionar suas visitas. Ele pode ser armazenado na geladeira por 4 dias.

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Ingredientes

2 tomates médios maduros

½ xícara de castanhas de cajú

¼ de xícara de água

2-3 colheres de sopa de azeite

2 dentes de alho picados

1 punhado grande de folhas de manjericão frescas

Sal e pimenta do reino a gosto

 

Modo de fazer

No liquidificador, coloque os tomates cortados em pedaços grandes, as castanhas e a água. Bata até ficar cremoso.

Adicione o azeite em uma panela em fogo baixo. Adicione o alho e refogue até dourar. Cuidado para não queimar. Despeje o molho do liquidificador na panela, adicione o sal e a pimenta do reino e cozinhe por uns 4-5 minutos, mexendo ocasionalmente. Adicione o manjericão no final e misture.

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Geleia de maçã com canela e o final de semana perfeito

Sim, eu tinha grandes expectativas para esse final de semana, mas ele foi um milhão de vezes melhor do que eu poderia ter sonhado!

No sábado, foi dia de visitar as Unidades demonstrativas do IPC (Instituto de Permacultura e Ecovilas do Ceará) que ficam no Eusébio. Todo segundo sábado de cada mês, eles recebem visitação. Pra quem se interessa sobre permacultura e sistemas agroflorestais, tem que ir lá visitar.

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Laguinho do sítio Floresta

O que impressionou logo de cara, foi o sistema de filtragem da água do lago feita por aguapés. Um catavento retira a água do lago, que é jogada em uma escadinha de vasos de aguapés. No final da escadinha a água é devolvida para o lago. Por mais que pareça que a água do lago é escura, quando você observa melhor, vê que é cristalina.

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Parte final do sistema de filtragem do lago

A água do lago é usada na irrigação do sítio. E toda água cinza da casa é tratada por um sistema usando plantas e depois devolvida ao lago também. Outra coisa que me encantou foram as cisternas para coleta de água da chuva. Todas as casas tem uma ou mais cisternas, que chegam a abastecer a casa por vários meses.

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Cisterna com sistema de separação da “primeira” água da chuva

No sítio Janaguba, o que mais me encantou foi o sistema agroflorestal que tem lá. A variedade de plantas no espaço é gigantesca: margaridões, moringa, algodão, ata, jaca, sisal, abacaxi… é uma verdadeira mini floresta.

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Sistema agroflorestal do sítio Janaguba

Domingo foi dia de dirigir um pouquinho mais, dessa vez pro Aquiraz (51 Km de ansiedade na ida e 51 Km da mais pura felicidade na volta), pra ver uma pessoa linda e que é pura inspiração. Foi dia da oficina da Sandra Guimarães do blog Papacapim, organizada pela galera maravilhosa do Agrião e Canela e da Imagine Utopia

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Todo mundo concentrado. Foto @imagineutopia

Eu conheci o blog da Sandra há alguns anos, e foi difícil não se apaixonar com a diversidade de conteúdos que falavam diretamente com minha alma. Em cada post, uma história, uma receita, ativismo, dicas de alimentação saudável e a cultura de lugares apaixonantes por onde ela passa. O blog é leitura obrigatória para todo mundo que está iniciando no veganismo e mesmo os que já são veganos há muito tempo.

Conhecer a Sandra foi uma experiência muito marcante. Escutar aquela pessoa linda (com sotaque de Natal) contando a história da sua vida e falando sobre seu trabalho da Palestina, seu ativismo gastronômico vegano, suas viagens, sua esposa e o trabalho dela com fotografia… fica difícil até descrever quantos sentimentos se misturaram nessa hora. A admiração cresceu até a estratosfera.

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Eu comi como se não houvesse amanhã

A oficina foi uma mistura de aula de culinária com receitas para um brunch e café da manhã e palestra sobre veganismo e ativismo. Teve receitas árabe, alemã, omelete de grão de bico (que eu não conseguia parar de comer), patê de tofu com tomate seco, nutelim (a prima vegana da Nutella, feita de amendoim). Sempre receitas simples, fáceis de fazer e altamente nutritivas.

Eu espero que essa seja a primeira de muitas vezes que ela venha nos visitar, e que da próxima vez passe um pouquinho mais de tempo pra conhecer esse Ceará tão lindo. Enquanto isso não acontece, vai lendo o blog dela pra descobrir um novo mundo.


Geleia de maçã com canela

Essa geleia tinha vários fãs na época que eu as vendia. Posso até dizer que essa era a minha geleia campeã de vendas.

Pra fazer receita de geleia, o ideal é que você tenha uma balancinha de cozinha e o açúcar pode ser o branco ou o demerara.

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Ingredientes

4 maçãs

Sumo de 1/2 limão

1/2 colher de chá de canela em pó

Açúcar

Lave bem as maçãs (eu gosto de usar elas com casca e tudo). A geleia pode ser feita de duas formas: se você gostar de uma textura mais grossinha, rale as maçãs no ralo grosso. Caso queira uma geleia mais líquida, fininha, bata as maçãs no liquidificador com um pouquinho de água (bem pouquinho mesmo).

Pese as maçãs para saber a quantidade de açúcar. Muitas pessoas usam o mesmo peso de açúcar para o peso da fruta. Eu prefiro usar metade, então se suas maçãs pesaram 300g, você vai usar 150g de açúcar (ou até um pouco menos).

Cozinhe as maçãs no fogo baixinho com o sumo do limão por mais ou menos 25 minutos, mexendo vez por outra (cuidado pra não grudar). Adicione o açúcar e a canela e deixe cozinhar por mais 25-30 minutos. Está pronta a geleia!

 

Cuidados para colocar no vidro

1 – O vidro deve estar limpo. Escalde ele por 10 minutos (a tampa também) e deixe secar sobre um pano limpo com a boca para baixo

2 – Coloque a geleia ainda quente no vidro, sempre usando utensílios limpos e sem colocar a colher dentro do vidro.

3 – Após colocar a geleia no vidro, feche e deixe-o ele de cabeça para baixo por mais ou menos 10 minutos. Isso ajuda na vedação e esterilização do ar dentro do vidro.

 

Dicas Fantásticas

O Mito da Proteína

No passado, algumas pessoas acreditavam que proteína nunca era demais. No início dos anos 1900, os americanos eram incentivados a consumir mais de 100g de proteína por dia. E, recentemente, em 1950, as pessoas foram encorajadas a aumentar a ingestão de proteínas em nome da saúde. Hoje em dia, alguns livros de dieta encorajam uma alta ingestão de proteína para a perda de peso, embora os americanos já consumam o dobro da quantidade de proteína que eles realmente precisem. E enquanto os indivíduos que seguem uma dieta dessa às vezes tem sucesso na perda de peso no curto prazo, eles geralmente não são conscientes dos riscos de saúde associados a uma dieta rica em proteínas. O excesso de proteína tem sido relacionado com osteoporose, doença renal, pedras no trato urinário e alguns canceres.

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Os blocos de construção da vida
Nós desenvolvemos músculo e outras proteínas corporais dos aminoácidos, quem vem das proteínas que ingerimos. Uma dieta variada de feijões, lentilhas, grãos e vegetais, contém todos os aminoácidos essenciais. Antes se pensava que alguns alimentos vegetais tinham que ser ingeridos juntos para conseguirmos todo o seu potencial proteico, mas pesquisas recentes sugerem que esse não é o caso. Muitas autoridades nutricionais, incluindo a Associação Dietética Americana (American Dietetic Association), acreditam que as necessidades proteicas podem ser facilmente satisfeitas com o consumo de uma variedade de fontes de proteína vegetal durante o dia. Para conseguir o melhor das proteínas que você consome, é importante o consumo de calorias suficientes para satisfazer suas necessidades de energia diária.

O problema com o excesso de proteína
A dieta comum do americano contém carne, leite e seus derivados, o que resulta numa grande ingestão de proteínas. Isso pode levar a um grande número de sérios problemas de saúde:
Doença renal – Quando as pessoas ingerem uma grande quantidade de proteína, elas também ingerem mais nitrogênio do que o necessário. Isso provoca uma tensão sobre os rins, que tem que expelir o nitrogênio extra pela urina. Pessoas com doença renal são incentivadas a comer uma dieta com baixa quantidade de proteínas. Esse tipo de dieta reduz os altos níveis de nitrogênio e também pode ajudar a prevenir doenças renais.
Câncer – Embora a gordura seja a substância mais ligada ao aumento do risco de câncer, a proteína também desempenha seu papel. As populações que consomem carne regularmente tem um maior risco de câncer de cólon, e pesquisadores acreditam que gordura, a proteína, que são carcinogênicos naturais, associados a falta de fibra da carne são fatores que influenciam. No relatório Comida, Nutrição e a Prevenção do Câncer (Food, Nutrition, and the Prevention os Cancer) de 1997 do Fundo Mundial de Pesquisa do Câncer (World Cancer Research Fund) e do Instituto Americano para a Pesquisa do Câncer (American Institute for Cancer Research) avalia que dietas de alta ingestão de proteína animal estão diretamente ligadas com alguns tipos de câncer.
Osteoporose e Pedras nos rinsDietas ricas em proteína animal fazem as pessoas eliminarem mais cálcio do que o normal pelos rins e aumentam o risco de osteoporose. Países com baixa ingestão de proteína tem menores taxas de osteoporose e fratura de quadril.
O aumento da eliminação de cálcio também aumenta o risco de pedras nos rins. Pesquisadores na Inglaterra descobriram que, quando as pessoas aumentam cerca de 34 gramas de proteína animal a uma dieta normal, o risco de se formarem pedras no trato urinário aumentam até 250%.

Por um longo tempo se pensou que atletas necessitavam de muito mais proteína que as outras pessoas. A verdade é que os atletas precisam apenas de um leve aumento no consumo de proteína, que é facilmente obtido nas as grandes porções que os atletas consomem devido a sua necessidade de maior ingestão calórica. Dietas vegetarianas são ótimas para os atletas.
Para ter uma dieta que contenha o bastante, mas não proteína demais, apenas troque produtos de origem animal por grãos, vegetais, legumes (ervilhas, feijões e lentilhas) e frutas.

*Traduzido do livreto Vegetarian Starter Kit, publicado pela Physicians Committee for Responsible Medicine (PCRM – http://www.pcrm.org – tradução livre: Comissão Médica para uma Prática Responsável)
**Sempre faça acompanhamento periódico de sua saúde com um médico.
Horta em casa · Receitas

Dos prazeres da vida…

Nossa, como o tempo passa rápido! Faz seis meses que eu saí de Fortaleza e vim pro meio do mato (vim morar num sítio) e essa foi uma das decisões mais felizes da minha vida. Para algumas pessoas, eu perdi o juízo, mas é que sou do tipo de pessoa que troca fácil “morar perto do shopping” por “morar perto do Parque Botânico do Ceará com direito a acordar com o canto dos passarinhos”. Eu abandonei a “cultura do sucesso” pela “cultura de fazer a minha própria felicidade” e tem sido maravilhoso.

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No sítio, o trabalho nunca tem fim, mas devagarinho as coisas vão tomando forma. Uma horta pequena vai dando espaço para uma maior, você arruma aquele cantinho pra colocar uma cadeira de balanço no fim da tarde, tem frutas frescas e orgânicas no quintal de casa, cuida da terra, fica com raiva da sujeira dos 4 pés de jambo e depois morta de feliz com a quantidade de jambo que vai comer.

São pequenos prazeres que todo dia vão preenchendo dentro de mim a necessidade de me conectar com a terra, de andar de pé descalço, sujar a mão de terra. E outra coisa que acontece, é que cozinhar agora tem outro sentimento, dá vontade de testar coisas e sabores novos, de dar novos sentidos para a comida.

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Claro que nem só de salada e fruta a gente vive, tem um dia ou outro que dá vontade de ograr e fazer gordices. E a receita de hoje é em homenagem a esses dias prazerosos: Panqueca!

Ingredientes

2 xícaras de chá de farinha de trigo sem fermento

3 colheres de sopa de açúcar (uso o demerara)

3 colheres de sopa de fermento químico em pó

1 colher de chá de sal

2 xícaras de chá de leite vegetal

3 colheres de sopa de óleo (recomendo girassol ou coco)

 

Modo de fazer

Bata todos os ingredientes no liquidificador, acrescentando a farinha aos poucos e por último. Aqueça uma frigideira anti-aderente com um fio de óleo e coloque uma porção da massa. Quando ela começar a escurecer nas bordas, vire com ajuda de uma espátula grande e deixe cozinhar do outro lado.

Sirva com geleias, manteiga de amendoim, frutas frescas ou o que mais a sua imaginação mandar.