Receitas

Suco verde

Eu sou do tipo de acorda super cedo sem despertador. O sol nasce e eu levanto junto com ele e minhas manhãs são a parte mais criativa e produtiva do meu dia.

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Meu café da manhã preferido é o mais simples possível: pão integral ou tapioca, patê de grão de bico, pesto, grãomelete, smoothie ou o bom e velho suco verde e frutas variadas são algumas das opções que eu como pela manhã. Eu gosto muito de tomar o suco verde, porque me sinto mais leve e me sinto muito bem. A receita do meu suco é feita na centrífuga e é muito flexível, dá pra usar o que tiver na geladeira ou frutas da estação que são mais baratas.

Essa receita é uma em um milhão de combinações que você pode experimentar:

4 folhas de couve manteiga

2 pepinos

5 maçãs

1 cenoura grande (ou 2 pequenas)

1 pedaço de mais ou menos 1cm de gengibre

3 talos de salsão

2 limões sem casca

Lave bem os ingredientes e centrifugue tudo. Adoro tomar esse suco como a primeira refeição do dia. Ele ajuda a acordar o intestino e a acelerar o metabolismo.

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Receitas

Farofa de cenoura

Essa receita é um xodó meu, foi a primeira receita que anotei no meu caderno de receitas e eu aprendi com minha amiga querida Nancy.

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Ela é uma farofa fria (não vai para o fogão), muito prática de fazer e vai muito bem para aquele dia em que você vai receber um batalhão de visitas em casa.

Ingredientes

3 cenouras raladas no ralo grosso

1 cebola picada em cubinhos

1 xícara de farinha de rosca

3 xícaras de farinha de mandioca torrada

1 xícara de óleo de girassol

1/4 de xícara de azeitonas verde e roxa picadas

Vinagre de vinho branco

Orégano e sal a gosto

 

Modo de fazer

Para começar, coloque a cebola e uma pitada generosa de orégano de molho em uma mistura de água com vinagre de vinho branco (também pode ser o de álcool), meio a meio, por uns 15 minutos. Escorra a cebola numa peneira e dê uma lavada para retirar o excesso de vinagre. Agora vem a parte mais difícil da receita: misture todos os ingredientes numa vasilha e acerte o sal. Está pronta a sua farofa! Conserve ela na geladeira até a hora de servir.

 

Receitas

Pesto de tomate com manjericão

 

Eu sou viciada em massas, amo, sou louca alucinada, faço qualquer negócio por um macarrão (!!!!) e adoro variar nos molhos. Esse molho é muito rápido de ser feito e vai impressionar suas visitas. Ele pode ser armazenado na geladeira por 4 dias.

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Ingredientes

2 tomates médios maduros

½ xícara de castanhas de cajú

¼ de xícara de água

2-3 colheres de sopa de azeite

2 dentes de alho picados

1 punhado grande de folhas de manjericão frescas

Sal e pimenta do reino a gosto

 

Modo de fazer

No liquidificador, coloque os tomates cortados em pedaços grandes, as castanhas e a água. Bata até ficar cremoso.

Adicione o azeite em uma panela em fogo baixo. Adicione o alho e refogue até dourar. Cuidado para não queimar. Despeje o molho do liquidificador na panela, adicione o sal e a pimenta do reino e cozinhe por uns 4-5 minutos, mexendo ocasionalmente. Adicione o manjericão no final e misture.

Dicas Fantásticas · Receitas

Geleia de maçã com canela e o final de semana perfeito

Sim, eu tinha grandes expectativas para esse final de semana, mas ele foi um milhão de vezes melhor do que eu poderia ter sonhado!

No sábado, foi dia de visitar as Unidades demonstrativas do IPC (Instituto de Permacultura e Ecovilas do Ceará) que ficam no Eusébio. Todo segundo sábado de cada mês, eles recebem visitação. Pra quem se interessa sobre permacultura e sistemas agroflorestais, tem que ir lá visitar.

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Laguinho do sítio Floresta

O que impressionou logo de cara, foi o sistema de filtragem da água do lago feita por aguapés. Um catavento retira a água do lago, que é jogada em uma escadinha de vasos de aguapés. No final da escadinha a água é devolvida para o lago. Por mais que pareça que a água do lago é escura, quando você observa melhor, vê que é cristalina.

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Parte final do sistema de filtragem do lago

A água do lago é usada na irrigação do sítio. E toda água cinza da casa é tratada por um sistema usando plantas e depois devolvida ao lago também. Outra coisa que me encantou foram as cisternas para coleta de água da chuva. Todas as casas tem uma ou mais cisternas, que chegam a abastecer a casa por vários meses.

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Cisterna com sistema de separação da “primeira” água da chuva

No sítio Janaguba, o que mais me encantou foi o sistema agroflorestal que tem lá. A variedade de plantas no espaço é gigantesca: margaridões, moringa, algodão, ata, jaca, sisal, abacaxi… é uma verdadeira mini floresta.

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Sistema agroflorestal do sítio Janaguba

Domingo foi dia de dirigir um pouquinho mais, dessa vez pro Aquiraz (51 Km de ansiedade na ida e 51 Km da mais pura felicidade na volta), pra ver uma pessoa linda e que é pura inspiração. Foi dia da oficina da Sandra Guimarães do blog Papacapim, organizada pela galera maravilhosa do Agrião e Canela e da Imagine Utopia

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Todo mundo concentrado. Foto @imagineutopia

Eu conheci o blog da Sandra há alguns anos, e foi difícil não se apaixonar com a diversidade de conteúdos que falavam diretamente com minha alma. Em cada post, uma história, uma receita, ativismo, dicas de alimentação saudável e a cultura de lugares apaixonantes por onde ela passa. O blog é leitura obrigatória para todo mundo que está iniciando no veganismo e mesmo os que já são veganos há muito tempo.

Conhecer a Sandra foi uma experiência muito marcante. Escutar aquela pessoa linda (com sotaque de Natal) contando a história da sua vida e falando sobre seu trabalho da Palestina, seu ativismo gastronômico vegano, suas viagens, sua esposa e o trabalho dela com fotografia… fica difícil até descrever quantos sentimentos se misturaram nessa hora. A admiração cresceu até a estratosfera.

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Eu comi como se não houvesse amanhã

A oficina foi uma mistura de aula de culinária com receitas para um brunch e café da manhã e palestra sobre veganismo e ativismo. Teve receitas árabe, alemã, omelete de grão de bico (que eu não conseguia parar de comer), patê de tofu com tomate seco, nutelim (a prima vegana da Nutella, feita de amendoim). Sempre receitas simples, fáceis de fazer e altamente nutritivas.

Eu espero que essa seja a primeira de muitas vezes que ela venha nos visitar, e que da próxima vez passe um pouquinho mais de tempo pra conhecer esse Ceará tão lindo. Enquanto isso não acontece, vai lendo o blog dela pra descobrir um novo mundo.


Geleia de maçã com canela

Essa geleia tinha vários fãs na época que eu as vendia. Posso até dizer que essa era a minha geleia campeã de vendas.

Pra fazer receita de geleia, o ideal é que você tenha uma balancinha de cozinha e o açúcar pode ser o branco ou o demerara.

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Ingredientes

4 maçãs

Sumo de 1/2 limão

1/2 colher de chá de canela em pó

Açúcar

Lave bem as maçãs (eu gosto de usar elas com casca e tudo). A geleia pode ser feita de duas formas: se você gostar de uma textura mais grossinha, rale as maçãs no ralo grosso. Caso queira uma geleia mais líquida, fininha, bata as maçãs no liquidificador com um pouquinho de água (bem pouquinho mesmo).

Pese as maçãs para saber a quantidade de açúcar. Muitas pessoas usam o mesmo peso de açúcar para o peso da fruta. Eu prefiro usar metade, então se suas maçãs pesaram 300g, você vai usar 150g de açúcar (ou até um pouco menos).

Cozinhe as maçãs no fogo baixinho com o sumo do limão por mais ou menos 25 minutos, mexendo vez por outra (cuidado pra não grudar). Adicione o açúcar e a canela e deixe cozinhar por mais 25-30 minutos. Está pronta a geleia!

 

Cuidados para colocar no vidro

1 – O vidro deve estar limpo. Escalde ele por 10 minutos (a tampa também) e deixe secar sobre um pano limpo com a boca para baixo

2 – Coloque a geleia ainda quente no vidro, sempre usando utensílios limpos e sem colocar a colher dentro do vidro.

3 – Após colocar a geleia no vidro, feche e deixe-o ele de cabeça para baixo por mais ou menos 10 minutos. Isso ajuda na vedação e esterilização do ar dentro do vidro.

 

Horta em casa · Receitas

Dos prazeres da vida…

Nossa, como o tempo passa rápido! Faz seis meses que eu saí de Fortaleza e vim pro meio do mato (vim morar num sítio) e essa foi uma das decisões mais felizes da minha vida. Para algumas pessoas, eu perdi o juízo, mas é que sou do tipo de pessoa que troca fácil “morar perto do shopping” por “morar perto do Parque Botânico do Ceará com direito a acordar com o canto dos passarinhos”. Eu abandonei a “cultura do sucesso” pela “cultura de fazer a minha própria felicidade” e tem sido maravilhoso.

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No sítio, o trabalho nunca tem fim, mas devagarinho as coisas vão tomando forma. Uma horta pequena vai dando espaço para uma maior, você arruma aquele cantinho pra colocar uma cadeira de balanço no fim da tarde, tem frutas frescas e orgânicas no quintal de casa, cuida da terra, fica com raiva da sujeira dos 4 pés de jambo e depois morta de feliz com a quantidade de jambo que vai comer.

São pequenos prazeres que todo dia vão preenchendo dentro de mim a necessidade de me conectar com a terra, de andar de pé descalço, sujar a mão de terra. E outra coisa que acontece, é que cozinhar agora tem outro sentimento, dá vontade de testar coisas e sabores novos, de dar novos sentidos para a comida.

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Claro que nem só de salada e fruta a gente vive, tem um dia ou outro que dá vontade de ograr e fazer gordices. E a receita de hoje é em homenagem a esses dias prazerosos: Panqueca!

Ingredientes

2 xícaras de chá de farinha de trigo sem fermento

3 colheres de sopa de açúcar (uso o demerara)

3 colheres de sopa de fermento químico em pó

1 colher de chá de sal

2 xícaras de chá de leite vegetal

3 colheres de sopa de óleo (recomendo girassol ou coco)

 

Modo de fazer

Bata todos os ingredientes no liquidificador, acrescentando a farinha aos poucos e por último. Aqueça uma frigideira anti-aderente com um fio de óleo e coloque uma porção da massa. Quando ela começar a escurecer nas bordas, vire com ajuda de uma espátula grande e deixe cozinhar do outro lado.

Sirva com geleias, manteiga de amendoim, frutas frescas ou o que mais a sua imaginação mandar.

Receitas

Salada de bifum

bifum

Pra quem nunca viu ou ouviu falar, o bifum é um macarrão fininho da culinária oriental feito de arroz e naturalmente sem glúten. Ele cozinha super rápido, em apenas 1-2 minutos e tem um sabor completamente neutro, recebendo muito bem os temperos que você adicionar. Vai bem em sopas, refogados (troque o macarrão da Yakissoba por bifum) e em pratos frios, como essa saladinha, perfeita para dias quentes.

Essa salada já foi feita também em outras versões: uma vez foi trocado o palmito por lentilha e outra vez por feijão fradinho. Faça testes e adicione o que a sua imaginação mandar! Essa receita serve umas 3 pessoas.

Ingredientes

Meio pepino picado em fatias fininhas*

2 tomates pequenos picados

1 pote de 300g de palmito picado

1 cenoura pequena ralada

1 pacote de 200g de bifum

Azeite de oliva, óleo de gergelim e sal a gosto

Numa panela de água fervente, cozinhe o bifum por mais ou menos 1 minuto e meio. Escorra e lave bem para que ele fique frio. Numa vasilha, misture o bifum, o pepino, a cenoura, o palmito e os tomates, acrescente um fio de azeite, óleo de gergelim e sal a gosto.

*Eu uso um fatiador pra tirar fatias bem finas do pepino e depois pico essas fatias

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Vatapá

Meu querido e amado vatapá, carinhosamente chamado pelos amigos de “vatapão”.

vatapa

Essa é umas das receitas que eu mais gosto de fazer, porque é rápida (aliás, se a receita tiver uma lista muito grande de ingredientes me dá logo preguiça e é fácil eu desistir dela), vai muito bem com farofa (eu sou alucinada por farofa) e é uma delícia!

Ingredientes

1 cebola picada

1 pimentão pequeno picado

2 tomates grandes picados

5 pimentas de cheiro picadas

3 pães carioquinhas (pão francês)

1 xícara e meia de água

1 xícara e meia de leite de coco

Azeite de oliva e de dendê a gosto

Sal a gosto

Refogue no azeite de oliva as pimentas de cheiro, os tomates, a cebola, o pimentão e sal. Quando estiverem macios, levar ao liquidificador com os pães, a água, o azeite de dendê e o leite de coco (talvez você precise deixar esfriar um pouco). Bata até ficar uma mistura bem homogênea. Volte a mistura para a panela, acerte o sal e cozinhe até dar o ponto de desgrudar da panela.

*Caso você goste de um sabor mais apimentado, acrescente pimenta dedo de moça ou outra pimenta no preparo.

Sirva com arroz branco ou baião de dois e uma farofinha para acompanhar.